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Maceió Alagoas
Maceió tem uma parte alta e uma parte baixa. Da alta
avista-se o mar ou as lagoas dos vários mirantes espalhados pelas
ladeiras da Catedral, dos Martírios, do Brito, e outras menos famosas,
mas igualmente providas de praças e mirantes. Ou seja, Maceió por si só
já é um programa. Para qualquer lado que se olhe há sempre uma paisagem
com vista para o mar ou para a lagoa. Não é preciso sair de lá para ser
feliz. Assim como é possível fazer belos passeios rumo ao litoral norte
ou sul, hospedando-se na capital.
O dia começa cedíssimo por lá. Às sete horas da
manhã o sol já está fervendo e a agitação corre nas praias. Já no
final do dia, a opção pode ser conferir o pôr-do-sol e a tranqüilidade
que reina na beira da lagoa. Maceió tem as lagoas de Manguaba e do
Mundaú, que, dizem, é a segunda maior do Brasil (a primeira é a de
Patos, no Rio Grande do Sul). Nas lagoas, os homens pescam o sururu -
marisco típico da região, e as mulheres fazem filé - um tipo de renda
tecida em teares, também característica de Alagoas.
Parada obrigatória - Na cidade, Praia de Ponta Verde
é um nome para decorar. Tudo acontece ali. É onde nasce a lua cheia,
onde fica o "calçadão" que atrai os esportistas, que vão
caminhar, correr, andar de bicicleta, ou aqueles que vão simplesmente
para ver e serem vistos a qualquer hora do dia, especialmente no final da
tarde. A cada meia dúzia de passos encontra-se um vendedor de água de
coco por R$ 1,00. E a cada passo, um bar.
Lá pelo meio da praia concentram-se as barracas com as
mulheres fazendo tapioca. A original é recheada de coco e come-se com
café. Mas os turistas ampliaram o menu. Já tem tapioca com queijo de
coalho, banana, presunto e queijo, doce de leite, goiabada, uma dezena de
tipos e de refrigerantes variados para acompanhar o gosto
"estrangeiro". A massa da boa tapioca é fininha e uma das
melhores é a da barraca que fica ao lado do bar e restaurante Lampião, o
lugar certo para quem quer aprender a dançar forró.
A praia de Ponta Verde é o bairro nobre, onde ficam os
melhores hotéis: o Meliá, o Maceió Mar Hotel, o Ponta Verde e lá no
final da praia o famoso Hotel Jatiúca, na divisa da praia de Jatiúca com
a de Cruz das Almas. Dalí em diante, seguem-se as praias do litoral
norte: Jacarecica, Guaxuma, Garça Torta, Riacho Doce, Sereia, Ipioca,
Paripueira, Barra de Santo Antônio, Sonho Verde, até Maragogi.
Seguindo da Ponta Verde em direção ao centro e ao
litoral sul, chega-se na vizinha praia de Pajuçara, onde aportam o maior
número de pescadores. Mas as duas praias têm balanças - nome dado ao
posto de chegada das jangadas e de venda de peixes e camarões.
Piscinões naturais - Pajuçara é a praia das piscinas
naturais, onde só é possível chegar na maré baixa, portanto, é bom
checar os horários da maré antes de marcar o programa. As piscinas ficam
a 2 quilômetros da costa, o que dá uns 15 minutos de jangada. A saída
para o passeio é em frente ao Iate Clube.
A Pajuçara é a praia da famosa Feirinha, com várias
barracas ao ar livre que vendem o artesanato local, do final da tarde até
lá pela meia-noite. As toalhas de mesa feitas com fibra de coco em mil
cores têm sido o hit das últimas temporadas. O preço varia de R$ 15 a
R$ 25, dependendo da época. Camisetas, roupas, bijouterias, cestos de
Coruripe feitos em palha de ouricuri, peças de barro, como jogo de damas
com Lampião e Maria Bonita "no papel" de rei e dama e, ainda,
redes, tapetes arraiolos de Pilar, as prestigiadas esculturas de animais
em madeira feitas em Boca da Mata e renda de todo tipo: labirinto,
redendê, ponto de cruz, bilro. Menos o filé, encontrável somente mais
adiante, no Pontal. Ali ao lado ficam também as quadras de futebol,
vôlei, espaço para shows, enfim, o tal do lazer na praia.
Na seqüência, seguindo pela avenida da orla
marítima, vem o Porto do Jaraguá. O bairro foi totalmente restaurado a
exemplo do Recife Antigo. Ou seja, é o endereço dos bares e boates que
movimentam a noite na cidade.
A Praia da Avenida é a do centro da cidade. Depois vem
a do Sobral, também urbana. São as menos freqüentadas, mas passagem
obrigatória para quem se dirige ao litoral sul ou para as lagoas. No
final da praia do Sobral fica o Pontal da Barra, um vilarejo que beira a
lagoa, com casinhas antigas de pescadores e mulheres rendeiras, que
dependuram nas janelas seu trabalho colorido para atrair os turistas. A
ponte que leva ao litoral norte e que marca a união da lagoa com o mar
registra uma das vistas mais bonitas de Maceió. Marca outro rumo. Entre
lagoas, chega-se à praia do Francês, Barra de São Miguel, Penedo, e ao
passeio da hora: a foz do Rio São Francisco.
A diferença de cenário entre o litoral norte e o sul
é que este último é a região das lagoas e das falésias, mais do que
das piscinas naturais. Quem quiser passear de barco pela lagoa tem que
entrar à direita rumo ao Pontal da Barra, a 7 quilômetros do centro.
Existem piers com barcos de aluguel que fazem passeios pelas ilhas
formadas pelo mangue. Quem quiser seguir rumo à Praia do Francês, que
fica a 21 quilômetros do centro, ou à Barra de São Miguel, que fica só
12 quilômetros adiante, tem que pegar a estrada. É o caminho que leva ao
Gunga, à foz do São Francisco, a Coruripe e a Penedo. Para isso,
passa-se por uma ponte de onde se vê o encontro do mar com a lagoa e a
Ilha de Santa Rita, uma das paisagens mais bonitas de Maceió. É bom
saber que o trânsito nessa estrada de mão dupla é pesado no fim de
semana.
Um pouco depois do posto da Polícia Militar há uma
entrada à direita para a Massagueira. É a região que ladeia a Lagoa do
Mundaú, com bares e restaurantes margeando a lagoa, onde se come siri e
frutos do mar, como o sururu, típico desta lagoa. O camarão é
diferente, com sua carne mais tenra e mais rosada por viver em água
salobra. No fim de tarde, o pôr-do-sol ali é espetáculo da terra. Parar
na Massaguera pode ser uma boa opção na volta da praia do Francês ou da
Barra de São Miguel.
Mais ou menos na mesma altura da entrada para a
Massagueira há, do lado esquerdo, uma entrada para a Barra Nova. Este é
um programa para um dia. Nos bares da margem pode-se pegar um barco por R$
1 e fazer a travessia até a Prainha. Mas é preciso combinar o horário e
local onde o barqueiro irá buscá-lo. A travessia é pequena para a outra
margem, de onde caminha-se até a praia, belíssima, de mar aberto e areia
branca. Na volta do mar há muitas opções de restaurantes simples, mas
gostosos. Uma boa dica é escolher aquele que estiver mais cheio, porque a
cada temporada surge um que se destaca.
Francês - No quilômetro 21 surge a entrada para a
praia que é cartão postal de Alagoas, o Francês. É uma praia com
arrecifes que mantém o mar manso mesmo quando a maré está cheia, o que
talvez explique o tom do verde daquele mar. É único. Sábado é o grande
dia ali. Garotos e garotas com sua melhor moda praia da temporada desfilam
pelas areias do Francês. Vale a pena experimentar as casquinhas de siri
que são vendidas em copinhos nas barraquinhas que ficam na beira da
estrada de terra que margeia a praia. E lembre-se que se domingo é um dia
difícil em qualquer praia, no Francês é o triplo.
Poucos quilômetros depois vem a Barra de São Miguel,
um lugar para onde as famílias abastadas de Maceió se mudam no verão.
Há um porto e marinas ali. A praia não é tão assediada quanto a do
Francês, mas é preciso tomar cuidado com o mar. Enquanto houver
arrecifes, o banho é tranqüilo, mas quando eles acabam, as correntes
marítimas são violentas mesmo na parte rasa da praia, que não tem
salva-vidas, nem surfistas.
Gunga - O grande programa é pegar um barco no porto e
ir até o Gunga, outro cartão postal de Alagoas. Saveiros fazem a
travessia, por um preço que varia de R$ 10 a R$ 15, dependendo da época.
Mais uma vez é o encontro do rio com o mar que atrai o turista. Há dunas
ali e amplo espaço de praia para caminhadas do lado do mar. Mas o que as
pessoas gostam de fazer é ficar dentro da água, no rio, conversando...
Na verdade, quando se vai ao Gunga é mais difícil conhecer a praia da
Barra de São Miguel, porque o tempo de permanência lá é longo, quase
sempre até o final da tarde. E é bom prestar atenção para não perder
o barco de volta, porque o caminho por terra é mais complicado e nem
sempre os barqueiros respeitam o horário que prometem.
Outro programa inesquecível ali é conhecer a foz do
Rio São Francisco. Seguindo nessa estrada passa-se por muitas praias
maravilhosas, como Coruripe, a 84 quilômetros de Maceió. É uma vila de
pescadores onde as mulheres tecem artesanato em palha de ouricuri, exposto
em frente a suas casas. É um passeio bonito.
Mas talvez o maior atrativo neste caminho seja a foz do
Rio São Francisco. Um pouco antes de Penedo, que é a Ouro Preto das
Alagoas, chega-se a Piaçabuçu, a 169 quilômetros de Maceió. É lá que
se pega um barco que segue pelo São Francisco até a foz. É preciso
prestar atenção no horário da maré. Há uma maneira de chegar lá via
agência de turismo ou hotel e, outra, na aventura. Pode-se pagar R$ 45
por pessoa com refeição em um barco ou alugar outro pelo mesmo preço,
sem refeição, para duas ou três pessoas. Desde o ano passado há um
restaurante ali onde só se chega de barco. O rio naquele trecho tem
quilômetros de largura, parece até o mar, quase não se vê o outro
lado, as jangadas têm velas quadradas e as dunas na praia completam o
cenário.
Dezesseis quilômetros adiante chega-se a Penedo, a
última cidade de Alagoas, depois atravessa-se uma ponte e chega-se a
Propiá, em Sergipe. O charme de Penedo é a arquitetura barroca do
século 16 que marca suas construções, igrejas e monumentos. Lá é
possível assistir apresentações folclóricas de reisado e pastoril em
praça pública e comer peixes de água doce, como o pilombeta e o
surubim. Vale a pena conhecer as igrejas tombadas pelo Instituto do
Patrimônio Histórico, como a de Nossa Senhora dos Anjos (Praça Rui
Barbosa), feita pelos padres franciscanos entre os séculos 16 e 18, a de
Nossa Senhora das Correntes (Praça 12 de Abril) e a de São Gonçalo
Garcia (Praça Barão de Penedo), construída em 1770 e que possui um
conjunto de imagens portuguesas representando os "Passos da
Paixão".
Costa Dourada é o nome do projeto de desenvolvimento
do litoral norte de Alagoas. Mar e coqueiros. Variações paradisíacas
sob o mesmo tema é o que se vê. É a estrada que leva a Maragogi, um dos
principais atrativos turísticos de Alagoas. Fica a 125 quilômetros de
Maceió. Outro passeio que exige um dia é a Barra de Santo Antônio, a 47
quilômetros mas exige travessia de balsa. Até chegar lá, cada praia tem
um jeito. Uma opção pode ser passear pelas mais próximas da capital ou
então passar um dia na Barra de Santo Antônio.
Uma das primeiras onde vale a pena parar é Guaxuma,
uma praia de ondas fortes, areia fina e alguns bares, mas que entrou para
o repertório nacional por ser a praia onde PC Farias foi encontrado morto
com a namorada.
Logo em seguida vem Garça Torta, que tem uma praia
bonita e um dos melhores restaurantes franceses de Maceió, o Lua Cheia
(tel.: (82) 355-1186), mas é bom ligar antes, porque o dono abre segundo
critérios muito pessoais. Já a praia de Riacho Doce tem arrecifes que
deixam o mar com aquele jeito de piscina. Foi lá que José Lins do Rêgo
se inspirou para escrever seu romance homônimo.
Em seguida vem a praia da Sereia, na verdade Pratagi,
mas que ganhou este apelido por causa da escultura de pedra, com formas
exageradas de uma sereia e que fica dentro do mar, quando a maré está
cheia e no raso quando está fazia. É melhor vê-la de longe, do mirante,
porque a praia em si é muito populosa.
Ipioca, mais adiante, tem piscinas naturais e para quem
gosta de mergulhar é uma das melhores opções perto da capital. É
preciso contratar um barqueiro na região para percorrer as piscinas de
corais. Ipioca é a terra de Floriano Peixoto, o segundo presidente da
República. Na beira da estrada as mulheres vendem doces de cajú ou de
macaxeira com coco de vários tipos.
Paripueira é uma das praias mais extensas de Alagoas.
Isso significa que quando a maré está seca é possível andar
quilômetros mar adentro com água pelos joelhos. É uma praia que tem
muitos pescadores e muitas casas de veraneio e piscinas naturais. Para
quem tem pouco tempo talvez a praia de Sonho Verde seja melhor opção,
por ser muito bonita e Ter já uma infra-estrutura para o turista. Fica a
uma distância de 4 quilômetros de Paripueira, ou seja, 37 quilômetros
de Maceió.
A Barra de Santo Antônio tem várias opções de
praias. Após a travessia de balsa, seguindo para a direita há a Ilha da
Crôa, que marca o encontro entre o rio e o mar, com uma infinidade de
barraquinhas. Para o lado esquerdo há um restaurante grego com uma
pousada, o Capitain Nikolas, que já é mais refinado, seleto e obviamente
mais caro. É uma coonstrução interessante, porque aproveita o tronco do
coqueiro em tudo, nas cercas, nos brinquedos do parquinho, no chuveirão,
nos chalés. E muita praia deserta para caminhar. O mar é lindo, mais
calmo para o lado da Croa e mais agitado para o outro lado. Na volta para
casa uma boa recomendação: saborear a peixada da Rita no bar de mesmo
nome, uma das melhores e mais famosas da região há anos. Tem aquelas
porções generosas encontráveis na terra e é feita na hora.
Japaratinga e Maragogi são as praias especiais que
ficam mais longe de Maceió. A primeira dista 110 quilômetros de Maceió.
Lá está sendo construída uma pousada de charme, coisa inédita em
Alagoas, mas só ficará pronta dentro de dois anos. É uma região que
vive do coco e da pesca. Um passeio bonito é atravessar o Rio Manguaba de
balsa ou de barco e chegar até a praia de Porto de Pedras.
Andando mais 15 quilômetros pela estrada chega-se a
Maragogi. É bom lembrar que a estrada não segue os padrões de
excelência do sul do País. O grande programa ali são as galés,
piscinas naturais, formadas por recifes de corais distantes 6 quilômetros
da costa. A água é calma, a areia é branca. O lugar é bem provido de
hotéis e restaurantes, tem até um spa. Um dos mais famosos é o
Restaurante do Mano, onde se come camarão e lagosta.
Especialmente nos fins de semana há sempre um show na
cidade, ou de repente uma seresta... Para saber sobre a programação
cultural e agitos da cidade a melhor fonte é a coluna do jornalista Ênio
Lins, na Gazeta de Alagoas. No domingo ele antecipa o que vai acontecer
durante a semana, para facilitar. A cidade tem uma meia dúzia de cinemas
razoáveis com programação compatível com o resto do País.
Já uma visita ao Teatro Deodoro é obrigatória.
Recentemente reformado, tem uma programação intensa, especialmente
agora, após completar 90 anos, no dia 15 de novembro. Toda quinta-feira,
às 21h, por exemplo, os grupos de teatro locais apresentam peças com
ingresso a R$ 1,99. Você pode se surpreender, e encontrar ecos de
trabalhos instigantes como o de Antônio Nóbrega, por exemplo. Se estiver
em cartaz, não perca A Farinhada, de Sávio de Almeida.
Entre os passeios culturais, vale a pena conhecer os
novos prédios restaurados no Jaraguá: o Museu da Imagem e do Som e a
Associação Comercial, que conta agora com uma cafeteria e uma livraria.
A noite - A vida noturna de Maceió tem uma opção a
mais neste verão, além dos bares da orla marítima. São os bares do
Jaraguá. As casas antigas da rua que fica ao lado do Porto de Jaraguá
foram restauradas, assim como foi feito no Recife Antigo. Cada dia surge
um bar novo ali. É o ponto de encontro de gente de todas as idades. A
moçada, geralmente passa pelo Zona, ou pela Casa da Sogra antes de ir
para a boate Aeroporco, a melhor da cidade, e lá ficar até o sol raiar.
O ingresso custa R$ 12. Ficam todos na mesma rua.
Já os preferidos pelos adultos são os que apresentam
show ao vivo, como o Sururu de Capote, que tem uma decoração bem
nordestina e o Pier Jaraguá, mais refinado, com shows de chorinho e às
vezes grupos de jazz. Mas quem quiser aprender a dançar forró tem que
ficar na praia de Ponta Verde, no Lampião, um bar que funciona de segunda
a segunda, com show ao vivo e professores de plantão.
Entre os bons restaurantes da cidade, o turista pode
procurar o Canto da Boca, com moquecas caprichadas em porções idem.
Frutos do mar, tudo é bom ali, mas não fica na beira da praia. Quem
preferir olhar o mar pode pagar mais caro por porções não tão
generosas, mas vai se dar bem no República dos Camarões. Quem preferir
uma carne de sol de picanha com uma das melhores macaxeiras da cidade não
pode deixar de ir ao Divina Gula, que tem pratos de frutos do mar muito
bons. O Divina é também o bar de Maceió que fecha mais tarde e um dos
pontos de encontro de gente de todas as idades. Já o restaurante mais
caro e chique de todos é o Le Corbu, que fica na Ponta Verde, mas é bom
saber que o proprietário da casa é o Jorge Bandeira, que ficou famoso
como piloto do ex-presidente Fernando Collor de Melo.
A última novidade é a cafeteria chique montada no
Palato, um supermercado refinado, um misto de Pão de Açúcar com Santa
Luzia. Há uma placa em cada esquina da cidade indicando o local do
Palato. A cafeteria fica no final da loja, ao lado das estantes de vinhos.
O melhor é que o cliente pode escolher o vinho que quiser, pagando preço
de supermercado para bebê-lo com terrines deliciosas de camarão,
lagosta, champignon, entre outras, sanduíches, saladas ou sopas.
Avessos às massas e pizzas fora do seu habitat podem
se desarmar diante do Massarela. As massas são da melhor qualidade e a
pizza idem. Um dos pratos mais famosos é o raviolone de camarão, feito
à moda alagoana, ou seja, com camarões grandes e não com aquele mero
vestígio que estamos habituados a encontrar por aqui. Um restaurante
japonês de primeira é o Mizu, na praia de Pajuçara, com direito a
jardinzinho com água corrente na entrada, saquê, combinados e
eventualmente promove o festival do salmão.
Mas se você quiser mudar radicalmente de preferência,
e entrar no espírito despojado e alegre do nordestino, vista pouca roupa
e vá ao bar do Galego ouvir música de ótima qualidade e beber cerveja
estupidamente gelada com carne do sol de tira-gosto. É como um boteco de
esquina. Eduardo Moreira Sarmento, o Galego, tem esse bar há 40 anos e
reúne músicos, como José Camorim, de 50 anos de idade. Há 30 anos,
todos os sábados, ele se veste de branco - "é a tradição do
seresteiro", explica - e vai tocar seu cavaquinho até o bar do
Galego fechar. Do meio dia até o fim da tarde os músicos vão se
revezando e interpretando canções de Orlando Silva, Sílvio Caldas,
Nélson Gonçalves... "só samba do bom", diz Galego.
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